domingo, 25 de março de 2012

ONU diz que 2011 foi o 11º ano mais quente da história, apesar do La Niña

O ano de 2011 foi o 11º mais quente da história, confirmou nesta sexta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada às Nações Unidas (ONU).
A entidade já havia divulgado em novembro, durante a COP 17, na África do Sul, um relatório que previa temperaturas mais altas, mesmo com o resfriamento influenciado pelo fenômeno La Niña.
Na média, as temperaturas globais em 2011 foram menores que o nível recorde atingido no ano anterior, mas ainda ficaram 0,4ºC acima da média entre 1961-1990, afirmou o relatório.
"O mundo está aquecendo por causa das atividades humanas e isto está resultando em um impacto de longo alcance e potencialmente irreversível para nossa Terra, atmosfera e oceanos", disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.
O La Niña, fenômeno climático natural ligado a fortes chuvas e enchentes na região Ásia-Pacífico e América do Sul e seca na África, estava ativo no Oceano Pacífico tropical até o último mês de maio.
Chuvas no Rio foram pior desastre climático no ano
Em novembro passado, durante a conferência da ONU sobre mudança do clima, em Durban, a OMM disse que as enchentes do Rio de Janeiro foram consideradas o pior “evento único” do ano passado, pela sua alta letalidade, causando a morte de centenas de pessoas em poucos dias.
Os anos em que ocorrem La Niña costumam ser mais frios que aqueles que o precedem e seguem. Este padrão se repetiu em 2011, que está sendo mais frio que o ano passado, mas já num patamar acima do que se registrava anteriormente.
Outros eventos climáticos severos foram registrados ao redor do planeta este ano, como a grave seca no leste da África e as enchentes no Sudeste Asiático.
Os Estados Unidos perderam mais de US$ 1 bilhão em 14 ocorrências meteorológicas extremas, como seca no sul, incluindo o estado do Texas, e enchentes no norte, aponta a OMM. O país teve ainda uma grande quantidade de tornados. Em maio, no estado de Missouri, foram 157 mortes causadas pelos ventos, no tornado mais letal desde 1947.

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/03/onu-diz-que-2011-foi-o-11-ano-mais-quente-da-historia-apesar-do-la-nina.html

domingo, 18 de março de 2012

Site mostra áreas que podem alagar nos EUA devido ao aquecimento global

A elevação do nível do mar pode atingir 1,2 metro até 2030, segundo o relatório "Elevação dos mares", publicado na quarta-feira (14). Mas o que isto significa? Para tornar mais concretos os resultados do estudo, os pesquisadores criaram um mapa interativo dos Estados Unidos que mostram em detalhes as áreas que poderão ser alagadas no país.
Além de ver cada quarteirão que será afetado, é possível pesquisar no site por nível de gravidade da elevação do mar (de 1 a 10 pés, ou seja, de cerca de 30 cm a 3 metros) e obter o número de pessoas, de casas e a área afetadas em cada caso.
Segundo a pesquisa, cinco milhões de pessoas vivem abaixo do nível de 1,2 metro nos Estados Unidos e podem ver suas casas tomadas pelas águas. A situação é mais grave em locais muito povoados nas proximidades do mar. Em 285 cidades, a maior parte delas na Flórida, metade da população vive em áreas abaixo deste limite.
"O aumento do nível do mar não é um problema distante que nós podemos deixar para nossos filhos resolverem. Os riscos são iminentes e sérios", afirmou Ben Strauss, coordenador do estudo, em material de divulgação. "O aquecimento global já está tornando as cheias costeiras mais comuns e devastadoras".
"Para preservar nossas cidades e riquezas costeiras, a nação precisa combater a emissão de gases do efeito estufa imediatamente. Além disso, precisa se preparar para enfrentar o aumento do nível do mar que já não pode ser evitado", alertou Strauss.

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/03/site-mostra-areas-que-podem-alagar-nos-eua-devido-aquecimento-global.html

domingo, 11 de março de 2012

Ilhas no Pacífico planejam deslocar população devido mudança climática


O impacto das mudanças climáticas em Kiribati, uma nação insular localizada no Oceano Pacífico, com cerca de 800 km², pode obrigar toda a população de 113 mil pessoas a migrar, segundo o jornal inglês "Daily Telegraph". Anote Tong, presidente de Kiribati, afirmou que está negociando a compra de 50 km² em Fiji para alojar os cidadãos do país.
Parte das ilhas já estão desaparecendo sob o mar e a maioria da população está aglomerada em Tarawa, centro administrativo de Kiribati. “Este é o último refúgio, não existe para onde ir depois dele”, afirmou Tong.

sábado, 3 de março de 2012

Vazamento químico deixa ribeirão verde na Alemanha


Um acidente em um galpão industrial deixou um ribeirão pintado de verde na região central da Alemanha. O galpão começou a pegar fogo por volta das 4h, na madrugada de quinta (1º) para sexta (2), segundo informações do jornal “BZ”.
 Depois do incêndio, produtos químicos vazaram e chegaram às águas do ribeirão Grone, perto de Göttingen, no estado da Baixa Saxônia. Segundo a polícia local, a água verde não oferece riscos à saúde e nem poluiu o ar. Mesmo assim, os moradores foram aconselhados a manter as janelas e portas fechadas, por precaução.
Até o momento, as autoridades alemãs ainda não sabem que produtos químicos estavam armazenados no galpão. Também não está clara ainda a origem do incêndio.
 
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/03/vazamento-quimico-deixa-ribeirao-verde-na-alemanha.html