quinta-feira, 31 de maio de 2012

Supererupções vulcânicas podem ocorrer em poucos milhares de anos

As supererupções vulcânicas, com potencial de acabar com civilizações inteiras, podem chegar ao seu ponto máximo em centenas ou poucos milhares de anos, sugere um estudo da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, publicado na revista científica “PLoS One”.
Esse tempo é bem mais curto do que os tradicionais 200 mil anos ou mais, considerados entre os pesquisadores como certo entre a formação do magma e a erupção em si.
Conhecidas como supererupções por terem mais de cem vezes a dimensão de uma erupção vulcânica comum, elas expelem fluxos enormes de gás superaquecido, cinzas e rocha capaz de cobrir continentes inteiros e de injetar partículas suficientes na estratosfera para jogar o clima global em décadas de longos invernos vulcânicos.
Perspectiva tridimensional de Long Valley, na Califórnia, criada a partir de dados obtidos por um radar a bordo do ônibus espacial Endeavour.  (Foto: NASA/JPL)


Há evidências de que uma supererupção ocorrida na Indonésia há 74 mil anos foi determinante para a quase extinção de toda a espécie humana.
Geólogos afirmam que a supererupção é produzida por uma enorme piscina de magma que se forma a quilômetros abaixo da superfície e então ferve por 100 mil a 200 mil anos antes da erupção.
“Nosso estudo sugere que quando essa extensa piscina de magma se forma elas são efêmeras e não podem existir por muito tempo sem a erupção”, disse o autor do estudo, Guilherme Gualda, professor de Ciências do Meio Ambiente e da Terra, da Universidade Vanderbilt.
O estudo foi realizado no vulcão Long Valley, na Califórnia, local que já foi palco de uma supererupção. Usando métodos mais modernos para datar o processo de formação do magma, Gualda e seus colegas pesquisadores encontraram evidências de que o processo de sua formação foi feito provavelmente entre 500 a 3 mil anos antes da erupção.
Ao analisarem a idade do magma pela análise de quartzo cristalizado, um mineral encontrado de forma abundante em Long Valley, eles chegaram ao cálculo.
“O fato é que o processo de formação do magma ocorre no tempo histórico, em vez do tempo geológico, o que muda completamente a natureza do problema”, disse Gualda.
 http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/05/supererupcoes-vulcanicas-podem-ocorrer-em-poucos-milhares-de-anos.html

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Polícia Federal desmonta quadrilha que desmatava em Roraima

A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira (23) uma operação para desmontar uma quadrilha que cometia crimes ambientais em Roraima. A quadrilha inclui funcionários públicos, entre eles agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão que serve para combater crimes desse tipo.
Entre os anos de 2011 e 2012, o desmatamento cresceu 363% no estado. Os números chamaram a atenção do Ibama e da Polícia Federal, que iniciaram uma investigação há mais de um ano. Foi descoberta uma rede de corrupção que possibilitou a fraude de documentos junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e à Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh).
Com as fraudes, a quadrilha obteve autorização para desmatar uma área de 21 mil hectares – equivalente a 21 mil campos de futebol –, e extraiu 1,4 milhões de metros cúbicos de madeira – o que dá para fazer uma fila caminhões de São Paulo até Brasília.
Ao todo, foram emitidos 44 mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão, sendo quatro deles em órgão públicos. A Justiça também autorizou 18 afastamentos de funções públicas, além da suspensão de autorizações de desmatamento, entre outras medidas. No total, 115 pessoas, entre “laranjas” e familiares, serão indiciadas.
Foram identificados como membros do grupo oito servidores do Ibama/RR – entre eles o chefe de fiscalização –, três servidores do Incra/RR, além de funcionários de órgãos locais, madeireiros, empresários e “laranjas”. Eles terão que responder, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, prevaricação, coação no curso do processo, violação de sigilo profissional, extração ilegal de madeira, usurpação de bens da União, entre outros. A operação recebeu o nome de Salmo 96:12, trecho da Bíblia que diz “Regozijem-se os campos e tudo o que neles há! Cantem de alegria todas as árvores da floresta”.

 http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/05/policia-federal-desmonta-quadrilha-que-desmatava-em-roraima.html


sábado, 19 de maio de 2012

Secretários da Amazônia discutem Carta para a Rio+20, em Manaus

Nove secretários da Amazônia Legal se reúnem em Manaus, nesta sexta-feira (18), para discutir temas que compõe a Carta da Amazônia para a Rio+20. O encontro acontece na sala do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), localizada na rua Humberto Calderaro, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

A pauta da reunião será o "Encontro de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Brasileira", a ser realizado no período de 30 de maio a 1º de junho, no Tropical Hotel, onde será finalizada a Carta da Amazônia para a Rio+20. Entre outros destaques da pauta, está a definição dos delegados por Grupo Majoritário de cada Estado para o Encontro do fim do mês e a participação dos estados na Rio+20, tendo em vista que todos deverão estar inseridos no espaço destinado ao estande da Amazônia Brasileira.
Os secretários de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia e Tocantins, além de representantes do Acre, Pará e Roraima têm presença confirmada no encontro.
A reunião, em Manaus, faz parte de um extenso calendário que antecede a Rio+20. A Carta para a Amazônia é elaborada como um apelo de atenção à região, e segue dois eixos: bases para sustentabilidade, e economia da sustentabilidade e inovação. Os temas ressaltam pontos como gestão de áreas protegidas, regularização fundiária e ambiental, consumo sustentável, entre outros.
Rio+20
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. O nome Rio+20 é uma alusão aos vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). O encontro poderá contribuir para a agenda do desenvolvimento sustentável nas próximas décadas.
Os temas principais da Conferência serão a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.
Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, será realizada a III Reunião do Comitê Preparatório, com a participação de representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência. Entre 16 e 19 de junho estão programados eventos com a sociedade civil. No período de 20 a 22 de junho, o encontro terá a adesão de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

domingo, 13 de maio de 2012

Queimadas na Amazônia podem ser menos intensas em 2012, diz Nasa


As queimadas na Amazônia deverão ser menos intensas em 2012, de acordo com pesquisadores da agência espacial americana (Nasa).
Uma nova metodologia de previsão desenvolvida no ano passado foi aplicada pelos pesquisadores, que verificam com até nove meses de antecedência se os incêndios na floresta serão intensos ou não. Dez regiões do Brasil, Bolívia e Peru foram monitoradas.
Segundo Douglas Morton, pesquisador do Departamento de Ciências Biosféricas da Nasa, foi a primeira vez que o modelo foi utilizado para prever queimadas.
Para Jim Randerson, da Universidade da Califórnia, haverá focos de incêndio neste ano, mas em menor quantidade se comparado aos anos anteriores. Isso devido à redução das temperaturas do mar Pacífico Central e do Atlântico Norte.

De acordo com estudo publicado em novembro passado na revista “Science”, o aquecimento da superfície do mar afasta a Zona de Convergência Intertropical sobre a porção norte da América do Sul, responsável pela formação de chuvas na região e que, por isso, impacta no regime pluvial da região – ou seja, os cientistas descobriram que o clima influenciava muito mais nas queimadas do que se imaginava.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora as queimadas em todos os biomas do Brasil, desde 1º de janeiro até 11 de maio, a Amazônia registrou 2.338 focos de incêndio.
Em todo o país, já foram registrados 9.299 pontos de queimada, número que é 82% maior que no mesmo período do ano passado, aponta o Inpe.