Chefes de Estado estão reunidos no Rio de Janeiro para assinar um acordo de promoção do desenvolvimento sustentável.
“Em um momento como este, de incertezas em relação ao futuro da
economia internacional, é forte a tentação de tornar absolutos os
interesses nacionais. A disposição política para acordos vinculantes
fica muito fragilizada. Não podemos deixar isso acontecer”, disse Dilma.
"Tenho convicção – e esta conferência é disto uma prova – de que é
grande nossa vontade de acordar. (...) A recuperação para ser estável
tem de ser global.”
Segundo a presidente, "a crise financeira e as incertezas que pairam
sobre o futuro da economia mundial dão uma significação especial à
Rio+20".
No discurso, a presidente afirma que importantes economias estão "em
crescimento muito lento, quando não estão em recessão, e sofrem abalos
em suas contas públicas e em seus sistemas financeiros".
"É certo que os países em desenvolvimento passaram a responder por parcela cada vez mais significativa do crescimento mundial."
Dilma disse que o "Brasil tem procurado fazer a sua parte" e criticou
políticas de ajuste que "atingem a parte mais frágil da sociedade: os
trabalhadores, as mulheres, as crianças, o imigrante, o aposentado, o
desempregado, sobretudo, quando se tratam de jovens".
"São modelos de desenvolvimento que esgotaram sua capacidade de responder aos desafios contemporâneos."
Segundo a presidente, a concretização do desenvolvimento sustentável
pode ser traduzida em três palavras: "crescer, incluir e proteger".
Dilma afirmou ainda que "várias conquistas de 1992 (Eco 92) que ainda
permanecem no papel". “Nossa conferência deve gerar compromissos firmes
no ramo do desenvolvimento sustentável. Temos que ser ambiciosos",
discursou.
"A tarefa que nos impõe a Rio+20 é desencadear o movimento de renovação
de ideias e de processos, absolutamente necessários para enfrentarmos
os dias difíceis em que hoje vive ampla parte da humanidade", afirmou a
presidente.
"Sabemos que o custo da inação será maior que o das medidas
necessárias, por mais que essas provoquem resistências e se revelem
politicamente trabalhosas", complementou.
'Consenso'
Dilma também elogiou o documento apresentado pelas delegações aos chefes de Estado, para aprovação que, segundo ela, "consagra avanços importantes". Na terça, delegações receberam e aprovaram um texto com 49 páginas (Veja ao final algumas das principais medidas discutidas e aprovadas).
Dilma também elogiou o documento apresentado pelas delegações aos chefes de Estado, para aprovação que, segundo ela, "consagra avanços importantes". Na terça, delegações receberam e aprovaram um texto com 49 páginas (Veja ao final algumas das principais medidas discutidas e aprovadas).
"O texto aprovado pelas consultas pré-Conferência representa o consenso
entre os diversos países aqui presentes. É o resultado de grande
esforço de conciliação e aproximação de posições para avançarmos
concretamente na direção do futuro que queremos."
Entre os avanços do documento, afirmou Dilma, está a introdução da
erradicação da pobreza como "maior desafio global que o mundo enfrenta".
"Pela primeira vez, num documento deste tipo, falamos da igualdade
racial e não-discriminação", destacou. "Mas caberá a nós, dirigentes
mundiais, chefes de Estado e de governo, ministros, funcionários, enfim,
aos representantes das nações aqui presentes demonstrarmos capacidade
de liderar e de agir."
http://g1.globo.com/natureza/rio20/noticia/2012/06/dilma-e-secretario-geral-da-onu-fazem-discursos-oficiais-na-rio20.html
Essas crises e incertezas tem tendência de fragilizar o apoio a Rio+20. Mas com os discursos apresentados pela presidente do Brasil, a Rio+20 com certeza vai ser aprovada pelos demais países.
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